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Exposição relembra os 80 anos do incêndio que destruiu acervo da Biblioteca Pública do Amazonas

Da Redação* | Foto: Aguilar Abecassis/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa

A Biblioteca Pública do Amazonas está com a exposição “Cinzas, Memória e Reconstrução: 80 anos do Incêndio da Biblioteca Pública do Amazonas”, em memória do incêndio de 1945 que destruiu aproximadamente 40 mil obras do acervo original.

A mostra permanece aberta ao público até 29 de agosto, de segunda a sexta-feira, das 9h às 15h, com entrada gratuita.

Montada no próprio edifício onde o incêndio ocorreu, a exposição reúne fotografias, recortes de jornais da época e obras raras que sobreviveram às chamas.

Estão em destaque exemplares que estavam expostos na 1ª Feira da Amazônia no período do incêndio, além de livros doados posteriormente por personalidades locais.

A exposição também propõe experiências interativas e digitais. O público pode assistir a depoimentos históricos, como o da escritora Etelvina Garcia, que presenciou o incêndio, além da leitura do boletim policial e reportagens publicadas logo após o episódio. Utilizando recursos de inteligência artificial, foi elaborado um relato inédito sobre o processo de reconstrução do acervo.

A Biblioteca Pública do Amazonas está localizada na Rua Barroso, nº 57, no Centro, zona sul de Manaus, funcionando das 9h às 15h, de segunda a sexta-feira.

Incêndio de 1945

O incêndio, ocorrido há oito décadas, teve início no andar superior do prédio, que abrigava documentos e móveis remanescentes de um antigo escritório da Assembleia Legislativa. Com o agravamento das chamas, a estrutura cedeu, destruindo também o piso térreo, onde estava o acervo da biblioteca.

No subsolo, o fogo atingiu materiais inflamáveis da Imprensa Oficial, causando a abertura de uma fenda na esquina das ruas Barroso e Sete de Setembro. As causas exatas do incêndio nunca foram totalmente esclarecidas, mas uma das hipóteses é a de um curto-circuito no sistema elétrico do prédio.

Após o desastre, a cidade testemunhou uma grande mobilização para reconstrução da biblioteca, resultando na reabertura do espaço em 1947, com cerca de 45 mil obras arrecadadas por meio de doações da comunidade, estudantes, artistas e intelectuais.

*Com informações da assessoria de imprensa

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