Negócios
De hobby a negócio: a história da marca Panda de Ingrid Naiara, em Presidente Figueiredo
Por Sophia Guimarães | Foto: Arquivo Pessoal

Transformar um hobby em negócio nem sempre é fácil. Mas para Ingrid Naiara Reis Lima, 30 anos, a vontade de dar vida à sua arte falou mais alto. O que começou como um passatempo, pintando camisetas personalizadas para amigos e conhecidos, se tornou a Panda, uma marca que hoje é sinônimo de criatividade, afeto e identidade.
A virada aconteceu em 2019. Ingrid já trabalhava com personalização de peças, mas tratava tudo como um hobby. Foi então que decidiu levar a sério o que tanto amava. “Comecei a pensar como empreendedora, melhorar a qualidade das fotos, dos posts e das próprias peças. Passei por vários processos até a loja chegar onde está hoje”, relembra.
O nome escolhido carrega um universo inteiro de significados. O panda, animal raro e cheio de contrastes, representa força, doçura, humor e resiliência. “Ser um panda é saber que, apesar da vida ser dura, você pode continuar leve, raro e doce, sem esquecer que também tem força e inteligência para enfrentar os obstáculos”, explica Ingrid.
Do artesanal à identidade própria
No início, cada peça era 100% pintada à mão. Hoje, a marca também trabalha com serigrafia, mas sem abrir mão do processo artesanal que se tornou sua marca registrada. O diferencial da Panda está justamente aí, segundo a empreendedora: o cliente participa de todo o processo criativo, trazendo ideias, histórias e estilo de vida para dentro da arte.
Esse cuidado fez da Panda parte de momentos únicos na vida de muita gente. Ingrid conta que uma das encomendas mais marcantes foi a de uma mãe que, após perder o filho, pediu uma camiseta especial para o funeral. “Foi muito difícil de produzir, mas coloquei todo o meu carinho naquela peça. Foi a forma que encontrei de levar conforto em um momento de dor”.
Presidente Figueiredo também se tornou inspiração. Em 2024, a primeira coleção regional, criada com referências do município, conquistou clientes não só da cidade, mas também de outros estados. “Foi um marco para mim. Mostrou que a nossa cultura e identidade podem dialogar com qualquer lugar”, conta.

Entre desafios e conquistas
Conciliar a vida de servidora pública com a rotina empreendedora não é tarefa simples, mas Ingrid aprendeu a se organizar. Durante o dia, atende no serviço público; à noite, mergulha no mundo da Panda, entre projetos, criações e produção das peças.
O Instagram, @uzy.panda, é hoje uma das principais vitrines da marca, com vídeos de bastidores, sorteios e postagens que aproximam ainda mais os clientes.
Mesmo diante dos altos e baixos, a persistência sempre falou mais alto. Em 2021, ela chegou a dar uma pausa nos trabalhos, mas voltou no ano seguinte. “A pintura é terapêutica para mim. Mesmo cansada, eu sentia falta de criar. Era algo que eu não conseguia abandonar”.
O futuro da Panda
Hoje, a marca já expandiu para moletons, ecobags, bonés, telas e até murais artísticos. Os planos para o futuro incluem estudar novas técnicas, explorar o realismo, investir em coleções maiores e abrir um ateliê físico.
Para Ingrid, o sucesso não está apenas nos números, mas na persistência e no amor pelo que faz. “A rotina cansa, nem sempre o que planejamos dá certo. Mas quando você acredita no processo, fica mais fácil seguir firme”.

*Do Projeto Jovens Comunicadores de Presidente Figueiredo
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