Festival de Parintins
Boi Caprichoso encanta com homenagem a cultura amazônica na segunda noite
Foto: Rainer Luiz

Com alegorias monumentais e homenagens à cultura amazônica, o bumbá azul e branco apresentou um espetáculo que reafirmou a ancestralidade como força motriz de seu projeto de arena
Nesta segunda noite de apresentações do 59º Festival de Parintins, o Boi Caprichoso cantou seu chão ancestral. O bumbá entrou na arena do Bumbódromo às 20h de sábado (27/06) e manteve o padrão da primeira noite: alegorias gigantes, efeitos especiais e muita emoção.
Com o subtema “O Brinquedo Ancestral Canta: Amazônia – O Chão da Vida”, o Caprichoso apresentou a Amazônia como um território vivo, habitado por humanos e não humanos, ancestrais, encantados e espíritos guardiões.
Abrindo a noite, a lenda “Curupira – O Guardião da Vida” trouxe o tradicional mito do defensor das matas por meio de uma alegoria assinada pelo artista Roberto Reis, que ocupou todo o espaço cênico do Bumbódromo e revelou a cunhã-poranga Marciele Albuquerque.
Em seguida, a figura típica “Os Pescadores e Pescadoras da Amazônia” homenageou os trabalhadores das águas em uma performance do levantador Patrick Araújo e da cantora Vanessa Alfaia ao som da toada “Cardume de Estrelas”.
A exaltação cultural “Festa do Povo da Floresta” trouxe grandes módulos representando os mais diversos estilos musicais da região: o Carimbó, do Pará; o Cacuriá, do Maranhão; o Samba de Couro, de Rondônia; o Marabaixo, do Amapá; o Congo, do Tocantins; o Parixará, de Roraima; e o Boi-Bumbá, do Amazonas, como expressão da cultura nortista em todo o seu território.
Emoção e reverência
Assim como na primeira noite, o Caprichoso voltou a homenagear um ícone essencial de sua trajetória: o consagrado compositor Ronaldo Barbosa, autor de clássicos como “Pesadelo dos Navegantes”, “Saga de um Canoeiro”, “Bicho-Homem”, entre tantas outras toadas. A homenagem foi conduzida por meio dos versos do amo do boi, Caetano Medeiros.
Encerrando a segunda noite, o ritual de transcendência “Asurini – Maraká” apresentou uma concepção ancestral de mundo, na qual saúde, equilíbrio e prosperidade dependem da harmonia entre seres humanos, natureza e espiritualidade. A alegoria, assinada pelo artista Kennedy Prata, revelou um ser monstruoso içado por um guindaste, trazendo o pajé Erick Beltrão.
O Caprichoso encerrou sua apresentação em 2h25min36s, mantendo a disputa acirrada na busca pelo título do 59º Festival de Parintins
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