Agricultura
Adaf conscientiza produtores de Presidente Figueiredo sobre a vassoura-de-bruxa da mandioca
Por Sophia Guimarães* | Fotos: Divulgação

A Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf) promove até 16 de outubro, uma série de ações educativas voltadas à conscientização de produtores rurais sobre a vassoura-de-bruxa da mandioca, praga ausente no estado, mas recentemente confirmada nos estados do Amapá e Pará. A iniciativa conta com o apoio do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam) e busca reforçar as medidas de prevenção e vigilância fitossanitária.
A programação iniciou no dia 14 de outubro, às 8h, com uma reunião informativa no auditório do Sebrae de Presidente Figueiredo (Rua Andirás, setor 1, quadra 18, Centro). O encontro reunirá agricultores, técnicos, lideranças indígenas, representantes de instituições de ensino e demais atores do setor primário, com o objetivo de discutir estratégias de prevenção e reconhecimento precoce dos sintomas da praga.
Nos dias 15 e 16, a equipe da Adaf segue para a Ilha do Natan, na comunidade Rumo Certo, onde realizará um dia de campo com demonstrações práticas. Durante a atividade, serão apresentados os sintomas da doença e as principais medidas de controle e prevenção que devem ser adotadas pelos agricultores.
Segundo o engenheiro agrônomo da Adaf, Acássio Eugênio, a proposta é ampliar o alcance das informações e fortalecer o papel dos produtores na vigilância sanitária:
“Estaremos em contato direto com os agricultores, visitaremos algumas plantações e o intuito é conscientizar o máximo possível de produtores sobre essa nova praga, que já entrou no país, mas ainda não foi registrada no Amazonas”, destacou.
A vassoura-de-bruxa da mandioca é causada por um fungo que provoca o ressecamento e deformação dos ramos, que passam a se assemelhar a uma vassoura. A praga representa uma ameaça à produção de mandioca, cultura essencial para a economia e a segurança alimentar na Região Norte, especialmente em comunidades rurais e indígenas.
A Adaf reforça a proibição do transporte de materiais de propagação, especialmente oriundos do Amapá e Pará, como medida preventiva. Em caso de suspeita da presença da doença, os agricultores não devem coletar amostras por conta própria, devendo acionar a Adaf pelo telefone (92) 99390-1750.
“Vamos orientar os produtores sobre os sintomas da praga para que, caso percebam algo suspeito, comuniquem imediatamente a agência. Assim poderemos agir rapidamente e realizar as medidas fitossanitárias necessárias”, completou Acássio.
Treinamento técnico
Como parte das ações de prevenção, técnicos da Adaf participaram, no último dia 8 de outubro, de um treinamento ministrado pela Embrapa Mandioca e Fruticultura, conduzido pelo fitopatologista Hermínio Souza Rocha. A capacitação abordou o reconhecimento dos sintomas, os procedimentos corretos de coleta de material e o envio de amostras para laboratórios credenciados, reforçando o preparo das equipes para uma resposta rápida em caso de suspeita de foco.
Com essa iniciativa, a Adaf reafirma seu compromisso com a proteção das lavouras e a segurança alimentar do Amazonas, promovendo o diálogo direto com os produtores e fortalecendo a educação sanitária no campo.
Do Projeto Jovens Comunicadores de Presidente Figueiredo
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