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Becka Firmino transforma a cultura das tranças em identidade e autoestima em Ji-Paraná

Por: Juliana Oliveira | Foto: Arquivo pessoal

 

 

Rebeca Firmino, conhecida como Becka, tem 23 anos e mora em Ji-Paraná há mais de uma década. Natural de Porto Velho, ela encontrou nas tranças não só uma profissão, mas um caminho de conexão com a cultura afro e o empoderamento pessoal. Admiradora do rap e da estética negra, Becka começou a trançar ainda na adolescência, motivada pela curiosidade e pelo desejo de se reconhecer através do próprio cabelo. Aos 15 anos, iniciou sua jornada como trancista de forma autodidata, pesquisando vídeos na internet e treinando com quem se dispusesse a ser modelo.

A primeira experiência profissional veio com uma box braids, cobrando um valor simbólico e passando horas no processo. “Demorei um dia inteiro e parte da noite, mas foi o início de tudo”, relembra. Com o tempo, a dedicação e o esforço transformaram aquela curiosidade em um ofício. Hoje, Becka é reconhecida pelo cuidado com seus atendimentos e pelo impacto que gera na autoestima das clientes. Ela acredita que trabalhar com tranças é também um ato de cuidado e construção de identidade. “O dinheiro é consequência de todo o esforço”, afirma.

Para Becka, o maior desafio do trabalho é lidar com as pessoas; e também é a parte mais gratificante. Ela destaca como a relação entre cabelo e autoestima transforma vidas. “O empoderamento ainda está em crescimento, e é um prazer fazer parte disso”, diz. Entre as histórias marcantes, ela relembra com carinho o dia em que fez uma trança em um amigo que participaria de uma batalha de rima. “Ele nunca tinha feito nada no cabelo. Saiu se sentindo uma estrela do hip hop. Foi inesquecível.”

Atualmente, Becka atende em um espaço montado em sua casa, após anos de experiência entre salões e atendimentos domiciliares. Para ela, as tranças são mais do que estética: são cultura, resistência e expressão pessoal. “Tranças vão além da aparência. São identidade”, conclui, reforçando a importância de seu trabalho para a valorização da beleza negra e do pertencimento cultural.

Saiba mais através do Instagram @loyalty_braidss e WhatsApp (69) 99258-3487.

Do Projeto Jovens Comunicadores de Ji-Paraná

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