Biografia
Conheça a história de Allana Feitoza, engenheira de pesca em Manaquiri
Por: Maria Lucila | Foto: Arquivo pessoal

Allana Feitoza da Silva, 31 anos, é engenheira de pesca e atua no Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), no município de Manaquiri. Desde a infância, ela conviveu com familiares que também trabalhavam na área e passou a se interessar pela dinâmica da profissão, marcada pela relação com a natureza, a água e os animais.
Durante a graduação em Engenharia de Pesca pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Allana chegou a considerar outras áreas, como engenharia civil, engenharia ambiental e biologia, por afinidade com ciências e matemática. No entanto, decidiu seguir na engenharia de pesca e concluiu o curso com o desejo de aprofundar sua atuação técnica e científica.
Após a graduação, ingressou no mestrado e doutorado em Aquicultura pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), com pesquisas realizadas em Manaus, focadas no tambaqui, espécie nativa da região amazônica. Ao todo, foram seis anos de pós-graduação, período em que enfrentou desafios como dificuldades financeiras e questões pessoais.
“A pós-graduação foi uma possibilidade para eu me preparar para dar aulas e também para ampliar minhas perspectivas no mercado”, explica.
Entre os episódios marcantes dessa fase, ela relembra que, em 2017, na véspera do Natal, teve mais de 240 peixes furtados de seu experimento. “Foi um baque, mas me fortaleceu. No fim, consegui publicar o artigo e tudo deu certo”, conta.
Hoje, no Idam, Allana trabalha diretamente com pescadores e piscicultores, prestando apoio técnico, realizando visitas em campo e emitindo documentos como os CAFs (Cadastro Nacional da Agricultura Familiar) e os CPPs (Carteira de Pescador Profissional).

Segundo ela, o acompanhamento técnico oferecido pelo órgão tem impacto direto na vida dos produtores locais, tanto na prevenção de perdas financeiras e ambientais quanto no acesso a políticas públicas e financiamento de equipamentos. “Esse tipo de apoio ajuda quem não tem condições de investir imediatamente, é um incentivo importante”, completa.
Ela destaca os desafios enfrentados pela engenharia de pesca no Amazonas, como a distância entre o conhecimento científico e a realidade do piscicultor familiar. Para ela, é necessário investir em pesquisas e estruturas que considerem as condições locais, a fim de fortalecer o setor de forma mais ampla e eficiente.
Atualmente, Allana considera a possibilidade de fazer um pós-doutorado, com o objetivo de se qualificar ainda mais como pesquisadora.
Para os jovens que pensam em seguir na engenharia de pesca, ela deixa um recado direto: “Não é simples. Vai exigir dedicação, estudo e perseverança. O que se vê nas redes sociais não mostra todo o esforço envolvido.”
Quem quiser acompanhar mais sobre o trabalho de Allana pode segui-la no Instagram: @allanafeitoza ou acessar seu Currículo Lattes.
*Do Projeto Jovens Comunicadores de Manaquiri
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