História
Conheça a história e as tradições culturais de Novo Aripuanã
*Da Redação | Fotos: Divulgação

Localizado no interior do Amazonas, Novo Aripuanã reúne uma trajetória marcada pela relação com os rios, pela formação territorial e pelas manifestações culturais que preservam elementos do imaginário amazônico.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Novo Aripuanã registrou 23.818 habitantes no Censo 2022. O município ocupa uma extensa área territorial no sul do Amazonas.
História de Novo Aripuanã está ligada a Borba e Manicoré
Segundo a Prefeitura de Novo Aripuanã, a história do município está diretamente relacionada a Borba e Manicoré, cidades das quais foram desmembradas as áreas que deram origem ao atual território municipal.
O rio Madeira teve papel importante na ocupação e no acesso à região. Os primeiros registros de incursões pelo rio remontam a 1637, após a expedição de Pedro Teixeira, que percorreu uma rota entre Belém, no Pará, e Quito, no Equador. A região era originalmente habitada por diferentes povos indígenas, entre eles Torás, Barés, Muras, Urupás e Araras.
Município foi criado em 1955
De acordo com a Prefeitura de Novo Aripuanã, o município foi criado em 19 de dezembro de 1955, por meio da Lei Estadual nº 96, a partir de territórios desmembrados de Borba e Manicoré.
A nova unidade municipal foi formada pelos distritos de Foz do Aripuanã e Sumaúma, anteriormente pertencentes a Borba, além dos subdistritos de Alvorada, Manicorezinho e Itapinima, vinculados a Manicoré.
A Vila de Foz do Aripuanã tornou-se sede do município e foi elevada à categoria de cidade. A instalação ocorreu em 10 de fevereiro de 1956, tendo Wilson Paula de Sá como primeiro prefeito, nomeado pelo governador do Amazonas.
Décadas depois, em 10 de dezembro de 1981, Novo Aripuanã perdeu parte de seu território para a formação do município de Apuí.
FestLendas preserva elementos da cultura amazônica
Entre as manifestações culturais associadas ao município está o FestLendas, festival dedicado a narrativas e personagens do imaginário amazônico.
De acordo com reportagem do Portal Amazônia publicada em setembro de 2022, a programação reunia apresentações das lendas do Apurinã, Jurupari, Anaupira e Tucumã. As apresentações das agremiações são realizadas em uma arena conhecida como Lendódromo.
A publicação também informou que o festival passou por períodos de interrupção. O evento não foi realizado entre 2014 e 2018 e voltou a ser suspenso em 2020 e 2021, durante a pandemia de Covid-19. A programação retornou em 2022.
Evento atrai visitantes de outros municípios
Além da preservação das manifestações culturais, o FestLendas também tem reflexos na movimentação de visitantes e nas atividades econômicas locais.
Conforme o Portal Amazônia, o festival atrai moradores e visitantes de diferentes municípios do estado, entre eles Autazes, Nova Olinda do Norte, Borba, Apuí, Manicoré, Humaitá, Manacapuru, Itacoatiara e Manaus, além de pessoas de outros estados.
O evento contribuía para movimentar setores como turismo e comércio, ao mesmo tempo em que ampliava a divulgação das manifestações culturais de Novo Aripuanã.
Com uma história ligada à formação territorial do Amazonas e ao rio Madeira, Novo Aripuanã mantém manifestações que ajudam a preservar elementos da memória e da cultura regional. O FestLendas integra esse cenário ao levar para a arena narrativas que fazem parte do imaginário amazônico.
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