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Defesa Civil e Bombeiros instalam equipamentos para monitoramento de cheias em áreas ribeirinhas do Acre

Da Redação* | Fotos: Jean Lopes / Defesa Civil

Diante das variações no nível dos rios em diferentes regiões do estado, a Defesa Civil estadual, em parceria com o Corpo de Bombeiros do Acre (CBMAC), intensificou o monitoramento hidrometeorológico com a manutenção e instalação de equipamentos modernos para medição de chuvas e a implantação de réguas para aferição do nível das águas.

A iniciativa permite acompanhamento em tempo real e amplia a capacidade de resposta das equipes diante de possíveis cheias.

A operação percorreu cerca de 1.220 quilômetros por via fluvial, passando pelos rios Amônia, Tejo e Juruá. Os equipamentos foram instalados principalmente na região da Foz do Breu, localidade remota na divisa com o Peru.

Moradores de comunidades de difícil acesso receberam capacitação para registrar os dados coletados pelos equipamentos e encaminhar as informações aos coordenadores municipais e estaduais. Segundo a Defesa Civil, trata-se de uma ação pioneira nessas localidades, que antes não contavam com essa tecnologia de monitoramento.

O chefe da operação, coronel James Gomes, informou que as equipes atuaram em comunidades ribeirinhas dos municípios de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo. Ele destacou que os novos aparelhos medem a precipitação na região e contribuem para ampliar a rede de alerta e o sistema de informações hidrometeorológicas.

A iniciativa contou com apoio logístico do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf). A atuação integrada entre os órgãos reforçou a capacidade de resposta e buscou garantir maior segurança e bem-estar às populações ribeirinhas.

Na aldeia Apiwtxa, em Marechal Thaumaturgo, o morador John Hilder Ashaninka recebeu orientação para realizar a leitura do equipamento instalado na comunidade e avaliou que o domínio da ferramenta representa uma forma de prevenção diante dos impactos das mudanças climáticas.

Equipes também substituíram réguas de medição danificadas e implantaram novos medidores onde ainda não existiam, ampliando a cobertura do monitoramento e a precisão das leituras realizadas pelos próprios moradores.

Em Foz do Breu, residentes que antes tinham de recorrer a métodos improvisados para medir o nível do rio passaram a contar com instrumentos digitais capazes de registrar milímetros de chuva e de agilizar o envio das informações, segundo relatos coletados durante a ação.

*Com informações da assessoria de imprensa

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