Cultura
Garrote Douradinho: o boi mirim que mantém viva a cultura de Autazes
Por: Erick Sebastião* | Foto: Erick Sebastião e Divulgação

Criado em 1988 na Escola Estadual Vidal Gomes de Melo, o Garrote Douradinho teve início como uma brincadeira de roda chamada “Dança do Côco”, sendo mudado mais tarde para “Olho de Vidro”, durante sua participação no IV Festival Folclórico de Autazes. Foi somente no ano seguinte, em 1989, que o personagem foi oficializado e integrou, ao lado do Garrote Mineirinho, o Festival Folclórico recém-criado no município.
Com o incentivo de professores e artesãos locais, o grupo ganhou força e transformou a antiga dança do côco no “Garrote Douradinho Brinquedo de São João”. O mesmo, participou de várias edições do festival, destacando-se ao reunir dezenas de brincantes. Entre 1989 e 1994, conquistou o primeiro lugar por quatro anos consecutivos, recebendo os títulos de campeão, bi-campeão, tri-campeão e tetra-campeão.

Nos anos de 1995 e 1996, o festival não foi realizado, então, para manter viva a tradição, a Escola Vidal Gomes de Melo criou o próprio arraial, o Avigom, onde o Garrote continuou como principal atração por cerca de dez anos. Em 2000, abriu espaço para novos grupos, como a Dança Portuguesa Mirim.
O retorno do Festival Folclórico em 2001 marcou também a volta do Garrote Douradinho, que participou como atração especial, reunindo 267 brincantes na arena. Infelizmente, depois dessa edição, poucas outras foram realizadas, com o Festival e o Garrote perdendo seu brilho aos poucos.
Felizmente, com o retorno do festival em 2023, esse personagem querido ressurge para marcar presença na cultura autazense novamente. Neste ano, o Douradinho já se prepara para brilhar na XXV edição do Festival — que acontece no final da semana — com o tema “Autazes e suas riquezas”.
*Do Projeto Jovens Comunicadores de Autazes
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