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Instrutor Gato transforma vidas com a capoeira, em Ji-Paraná

Por Juliana Oliveira | Foto: Arquivo pessoal

 

 

 

Aos 49 anos, o capoeirista e educador social Ronildo Silva Farias, mais conhecido como Instrutor Gato, tem dedicado sua trajetória à valorização da cultura afro-brasileira por meio da capoeira. Natural de Ji-Paraná, ele atua como professor de educação física, gestor de projetos sociais e presidente da Associação Jiparanaense de Apoio e Desenvolvimento da Arte Capoeira Abadá – A.J-DACÁ. Seu trabalho é voltado à inclusão social de crianças, adolescentes, pessoas com deficiência e idosos, por meio da arte e da disciplina presentes na capoeira.

Ronildo conheceu a capoeira aos 9 anos, em um galpão próximo a um antigo comércio da cidade. A prática era malvista por seu pai, que associava a atividade a violência e gangues urbanas. Mesmo enfrentando resistência familiar, ele treinou escondido por um ano. “Tomei castigo, apanhei, mas continuei. Depois, meu pai viu que era sério e me deixou seguir”, conta. Desde então, ele nunca mais parou.

Em 1994, Ronildo se graduou na Associação de Capoeira Gato Preto, recebendo o apelido “Gato” em homenagem ao seu mestre. Em busca de mais formação, passou a treinar com o Mestre Camisa, da ABADÁ-Capoeira, uma das maiores organizações do mundo. Atualmente, ele lidera a atuação da ABADÁ em Rondônia e promove projetos em escolas públicas, na APAE e no Centro de Convivência do Idoso, levando cidadania a diferentes públicos por meio da roda de capoeira.

Para ele, ensinar capoeira vai além dos movimentos. Ronildo busca transmitir valores como respeito, disciplina e pertencimento. “A capoeira é para todos, é mais do que um jogo. É uma forma de viver, respeitar e crescer junto”, afirma. Seus métodos são adaptados a cada aluno, respeitando o tempo e o ritmo de aprendizagem de todos, desde iniciantes até os mais experientes. Ele também valoriza o ensino da história e dos instrumentos musicais, conectando os alunos às raízes da arte.

Entre as experiências marcantes da sua trajetória, Ronildo lembra de um aluno que, após participar do projeto social, mudou sua vida e ingressou na Polícia do Acre. Histórias como essa reforçam sua crença de que a capoeira é uma ferramenta poderosa de transformação social. “Ela fortalece o corpo, aquece o coração e amplia a mente”, resume.

Saiba mais através do Instagram @abada_jiparana e WhatsApp (69) 9 9273-4696.

Do Projeto Jovens Comunicadores de Ji-Paraná

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