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Paraíso das Artes: conheça a história do artesão Mário Paraíso em Maués

Por: Michele Boechat* | Fotos: Michele Boechat

A história do artesão Mário Paraíso é marcada pela dedicação à arte, pelo espírito empreendedor e pela valorização da cultura amazônica. Morador de Maués há mais de duas décadas, ele chegou ao município em 1994 e, há 22 anos, escolheu a cidade como sua morada definitiva. Foi ali que construiu o empreendimento conhecido como Paraíso das Artes.

A paixão pelo artesanato acompanha Mário há mais de 40 anos. Antes de se estabelecer em Maués, morava em Manaus, onde teve seu primeiro contato com a arte no Zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS). Ao conhecer o potencial turístico e cultural do município, decidiu investir na produção artesanal inspirada nas riquezas da região.

Atualmente, aos 52 anos, Mário leva sua arte para além das fronteiras do Amazonas. Ao longo da carreira, participou de eventos como a ExporAgro, em Macapá (AP), a Festa do Sol, em Porto de Mós, a Feira Agropecuária de Santarém (PA), além de diversas feiras e exposições em municípios amazonenses. As experiências contribuíram para ampliar sua visão artística e fortalecer sua trajetória profissional.

O trabalho desenvolvido no Paraíso das Artes também conta com a participação da família. Cerca de 80% das peças são produzidas manualmente por Mário e sua esposa. Os outros 20% são adquiridos em cidades visitadas durante viagens de trabalho, permitindo a integração de diferentes culturas e a diversificação dos produtos oferecidos ao público.

Em suas criações, o artesão busca valorizar a identidade cultural de Maués, especialmente por meio da representação do guaraná, símbolo histórico e econômico do município. Segundo ele, o fruto contribui para projetar a cidade nacionalmente, fortalecendo o turismo e consolidando o título de “Terra do Guaraná”.

Ao chegar ao município, Mário instalou seu primeiro empreendimento na região conhecida como Língua da Princesa, onde atuou por 12 anos. Após enfrentar dificuldades, permaneceu cerca de seis anos afastado da atividade artesanal. Em 2024, retomou o trabalho e reabriu o negócio, atualmente localizado na Horta Comunitária de Maués. Desde então, tem investido na divulgação da marca e de suas produções.

Conhecido pela comunidade como Irmão Mário ou Hippie, ele afirma que um dos principais desafios enfrentados pelos artesãos é a falta de apoio ao setor. Apesar disso, mantém o otimismo e acredita que as iniciativas voltadas ao turismo, à cultura e ao artesanato podem contribuir para a valorização da atividade no município.

Mais do que uma profissão, o artesanato representa uma motivação para viver e uma forma de bem-estar. Com entusiasmo, Mário se prepara para participar do Festival de Verão de Maués, levando sua arte e reforçando seu compromisso com a cultura e a identidade local.

*Do Portal No Ar de Maués

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