De acordo com a coordenadora da atividade, Clarice Bianchezzi, doutora em Antropologia com área de concentração em Arqueologia, o seminário representa um marco para a consolidação da formação arqueológica no interior do estado.
“A realização do 2º Seminário de Arqueologia em Parintins é importante para a aproximação da comunidade acadêmica com o tema e as pesquisas que vêm sendo desenvolvidas nesta área de conhecimento no Amazonas. Essa segunda edição contribui sobremaneira para a formação inicial dos futuros arqueólogos e para o incentivo de pesquisas nesta área, que sempre atua de forma multidisciplinar”, afirmou a pesquisadora.
Além disso, ela complementa que o evento também tem papel fundamental na valorização do patrimônio arqueológico do estado, ampliando a atenção e o incentivo a estudos contínuos sobre os bens arqueológicos e os povos originários que os produziram ao longo do tempo.
Programação
Entre os temas em destaque do seminário, estão: a legislação que rege as pesquisas arqueológicas no Brasil, Arqueologia Amazônica, arqueobotânica, estudos de cerâmica e arte rupestre. As atividades também contemplam oficinas experimentais que aproximam a prática arqueológica do cotidiano acadêmico e estimulam o diálogo interdisciplinar com áreas como história, geografia e pedagogia.
A programação inclui uma conferência de abertura, com o arqueólogo Eduardo Góes Neves, diretor do MAE-USP, Professor Titular de Arqueologia Brasileira do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo, e coordenador do Laboratório de Arqueologia dos Trópicos (Arqueotrop), uma referência em estudos arqueológicos na Amazônia.
O seminário também terá três mesas-redondas sobre legislação e pesquisas arqueológicas, arqueologia amazônica e arqueologia experimental, um minicurso de análise de cerâmica arqueológica, um minicurso sobre arte rupestre com parte prática de teste de pigmentos e painel temático para apresentação de pesquisas desenvolvidas no CESP/UEA.
“A conferência de abertura será marcante, por contar com a participação de Eduardo Goes Neves, que iniciou as pesquisas na região na década de 1980 e ajudou na elaboração do primeiro curso de Arqueologia ofertado pela UEA”, destacou Clarice Bianchezzi.
Também será realizada uma mesa temática sobre Arqueologia Indígena, com a participação de pesquisadores indígenas do Pará e de Pernambuco, além de duas exposições com vestígios arqueológicos, que permitirão ao público conhecer parte do acervo utilizado nos estudos realizados no curso de Arqueologia da do CESP/UEA.
Mais informações sobre o evento acesse: https://www.even3.com.

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