Ciência
Primeiro sítio arqueológico com vestígios de granito lascado é identificado em Roraima
Da Redação* | Fotos: Divulgação

Um estudo realizado pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (USP) identificou, no município de São Luiz, no Sul de Roraima, o primeiro sítio arqueológico do Brasil com evidências de uso de granito lascado por povos indígenas pré-coloniais. O local, denominado Arara Vermelha, apresenta sinais de que a rocha foi utilizada na produção de artefatos para o cotidiano dessas populações.
A pesquisa concentrou-se na documentação das gravuras rupestres encontradas em dezenas de blocos de granito distribuídos em uma área de cerca de 27,3 hectares, equivalente a 37 campos de futebol. O sítio, também conhecido como Pedra do Sol, está localizado na vicinal 22, em uma região rural de São Luiz, distante 62 km da sede do município.
Os estudos indicam que o local foi ocupado há pelo menos 1.500 anos, com indícios que podem apontar uma presença humana de mais de 9 mil anos. Essa hipótese, no entanto, ainda será analisada em pesquisas futuras. No Arara Vermelha, foi identificada uma grande concentração de lascamento de granito, característica inédita em sítios arqueológicos brasileiros, onde geralmente se encontram vestígios em outros tipos de rocha.
O sítio é formado por um morro de granito de aproximadamente 38 metros de altura, cercado por uma área plana onde há blocos de pedra com diversas gravuras. A área superior do morro dispõe de uma superfície rochosa de 132 metros quadrados, enquanto o entorno plano concentra cerca de 17 hectares com gravuras variadas, desde figuras isoladas até superfícies totalmente cobertas.
A maior parte dos sítios de arte rupestre conhecidos na Amazônia está situada nas margens de rios. O Arara Vermelha se destaca por estar localizado em uma área de terra firme e por apresentar uma grande variedade de formas e desenhos gravados em blocos de rocha que chegam a medir até quatro metros de comprimento.
Com informações da assessoria de imprensa
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