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Quadrilha Chico Mendes: tradição junina que une fé e cultura em Manaquiri

Por Maria Lucila* | Foto: Vitor Sena

A quadrilha Chico Mendes nasceu há cerca de nove anos em Manaquiri, por iniciativa do jovem Marinho Neto, que teve a ideia de criar a quadrilha com a juventude da Igreja Católica, incentivando a participação de todos os membros da comunidade que desejassem brincar e celebrar os festejos juninos.

O grupo surgiu vinculado ao grupo de jovens da paróquia, com o propósito de unir a fé à cultura popular.

O nome “Chico Mendes” vem do núcleo ao qual a igreja sede de Manaquiri pertence. A paróquia é dividida em núcleos — conjuntos de igrejas próximas —, e o núcleo da sede leva o nome do ambientalista. Assim, a escolha do nome representa a “união de Manaquiri”, fortalecendo o sentimento de identidade e pertencimento local.

A quadrilha tem como objetivo celebrar os santos juninos, com destaque para São Pedro, padroeiro da comunidade. Ao unir dança, fé e alegria, a quadrilha promove momentos de fraternidade entre gerações. Crianças, jovens, adultos e idosos participam juntos, tornando o evento uma celebração coletiva da cultura e da religiosidade popular.

A coordenação da quadrilha está nas mãos de Victor Sena, Liliandra Rodrigues e Vanielly Ferreira Inácio. Os ensaios são organizados com base na disponibilidade dos participantes e no apoio da comunidade, especialmente da comunidade Nossa Senhora do Livramento, que costuma ceder espaço para os ensaios.

A apresentação principal da quadrilha ocorre durante o festejo de São Pedro, momento mais aguardado pelo grupo. Um marco na história da quadrilha foi a primeira apresentação em 2023 sem a presença do fundador, Marinho Neto. Mesmo diante dessa ausência, os integrantes seguiram firmes, mantendo viva a tradição que ele iniciou.

Apesar do entusiasmo, o grupo enfrenta desafios como o desinteresse de alguns jovens, falta de recursos, pouco tempo para ensaiar e a escassez de espaços adequados. Mesmo assim, o futuro da quadrilha é encarado com esperança e compromisso.

Para os organizadores, manter a quadrilha viva é preservar uma identidade. “A quadrilha não é só dança: é fé, é cultura, é identidade. O futuro da quadrilha depende do presente que construímos juntos”, afirma Vitor Sena, coordenador da quadrilha.

*Do Projeto Jovens Comunicadores de Manaquiri

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