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Rorainópolis sedia formatura histórica de indígenas Waimiri Atroari no ensino fundamental

Da Redação* | Fotos: G1 Roraima

Cinquenta indígenas do povo Waimiri Atroari concluíram pela primeira vez o ciclo inicial do ensino fundamental em sua terra, localizada entre os estados do Amazonas e Roraima. O feito histórico é resultado de um projeto de Educação de Jovens e Adultos (EJA) desenvolvido pela Universidade Federal de Roraima (UFRR) em parceria com a Associação da Comunidade Waimiri Atroari (ACWA).

A cerimônia de formatura aconteceu no último sábado (1º), no Núcleo de Apoio Waimiri Atroari (Nawa), situado em Rorainópolis, Sul de Roraima. Os participantes, de diferentes idades, receberam os diplomas referentes ao Ensino Fundamental I, após cursos realizados entre março e setembro de 2025.

O projeto de EJA, iniciado a partir de demanda dos próprios indígenas, oferece ensino regular adaptado à cultura local, com alfabetização na língua materna Kinja iara e metodologias específicas, como a pedagogia da alternância – que combina períodos de estudo em sala de aula e tempo de aprendizado na aldeia.

No domingo (2), logo após a formatura, os alunos iniciaram o Ensino Fundamental II, previsto para ser concluído em julho de 2026. Há expectativa de ampliação dos estudos até o ensino superior, visando a formação de professores, advogados e outros profissionais para fortalecer a preservação do território e da cultura Waimiri Atroari.

Os cursos foram ministrados por docentes e pedagogos do Colégio de Aplicação da UFRR, com disciplinas como português, matemática, história, ciências e geografia. O modelo de ensino respeitou tradições e atividades cotidianas das aldeias, alternando 15 dias de aulas presenciais no Nawa e 15 dias em tempo-comunidade, com continuidade dos estudos por meio de material didático e contato telefônico.

A turma inaugural recebeu o nome de José Porfírio Fontenele de Carvalho, em homenagem ao indigenista que atuou junto ao povo. O projeto reflete uma trajetória de reconstrução e afirmação dos Waimiri Atroari, que hoje vivem em mais de 90 aldeias e somam cerca de 2,8 mil pessoas.

A ação educacional busca proporcionar maior autonomia e capacidade de diálogo com diferentes setores da sociedade, além de proteger direitos, território e tradições. O curso foi conduzido por equipe interdisciplinar de professores universitários, pedagogos e especialistas em educação indígena.

*Com informações de G1 Roraima

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