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Gavião-real é encontrado preso em caminhão e resgatado em Ariquemes

Da Redação* | Fotos: assessoria de imprensa

Uma harpia (Harpia harpyja), conhecida como gavião-real e considerada a maior águia das Américas, foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros em um posto de combustível de Ariquemes (RO) na noite da última sexta-feira (31). A ave havia colidido com um caminhão na BR-364 e ficado presa entre a cabine e a carroceria.

Segundo os bombeiros, o impacto ocorreu no município de Jaru (RO). A harpia atingiu o para-brisa do veículo e permaneceu presa; o motorista seguiu viagem por cerca de 100 quilômetros até perceber a presença da ave ao parar no posto de combustível, quando os socorristas foram acionados para o resgate.

A veterinária Karla Oliveira avaliou o animal e identificou tratar-se de um macho jovem adulto, com cerca de 3,8 quilos. Após exames iniciais, a ave recebeu cuidados veterinários e está em recuperação. Foi informado que, apesar de sua imponência, a espécie pode ficar bastante estressada em situações desse tipo.

Depois do atendimento, a harpia será encaminhada ao Projeto Harpia, em Ariquemes, para continuidade do tratamento e reabilitação. O estado de saúde não é considerado grave e a expectativa é de recuperação completa.

A harpia pode atingir até 2,20 metros de envergadura e possui garras entre as mais poderosas entre as aves de rapina. É espécie reclusa, prefere matas fechadas e evita áreas abertas, o que torna sua observação pouco frequente. O ciclo reprodutivo é lento: a fêmea costuma pôr dois ovos, mas geralmente apenas um filhote sobrevive; a incubação dura cerca de 56 dias e o filhote depende dos pais por até dois anos, com reprodução tipicamente a cada três anos.

Os ninhos são construídos em copas de árvores robustas, frequentemente acima de 40 metros de altura, formando grandes plataformas de galhos forradas com vegetação macia. Na caça, a harpia adota a estratégia da espera, permanecendo em pontos estratégicos até atacar as presas, e demonstra grande agilidade ao manobrar entre galhos.

Do ponto de vista da conservação, a harpia é classificada como “quase ameaçada” pelo ICMBio e pela IUCN, e aparece como “ameaçada” em algumas unidades da federação. O declínio de registros em todo o Brasil é atribuído principalmente ao desmatamento, à expansão de atividades humanas e à caça ilegal. Como espécie que exige grandes áreas de floresta contínua (estimadas entre 20 e 35 km² por casal), a harpia funciona como espécie-bandeira na conservação das florestas tropicais e contribui para o equilíbrio ambiental ao controlar populações de mamíferos arborícolas.

Cada resgate e cada ninho localizado reforçam o monitoramento científico e as iniciativas de conservação necessárias para a manutenção da espécie nos ecossistemas.

*Com informações da assessoria de imprensa

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