Festival de Parintins
Garantido destaca identidade cultural na terceira noite e Isabelle Nogueira se despede de item
Foto: Mauro Neto/Secom

O Boi Garantido encerra sua participação no 59º Festival de Parintins neste domingo (28) com um espetáculo que destaca a fé popular, as lendas amazônicas e a herança dos povos que ajudaram a formar a identidade cultural da ilha. Ao longo das três noites, o boi vermelho apresentou Parintins como um território de encantamento, diversidade e ancestralidade. Na despedida da arena, a proposta é reforçar a relação entre tradição, espiritualidade e memória dos povos da Amazônia.
Isabelle Nogueira, Cunhã-Poranga do Garantido, também encerrou sua trajetória como item individual ao som da toada “Isa-A-Bela” e foi ovacionada pela torcida vermelha e branca no Bumbódromo.
Terceira noite
A abertura da apresentação traz a celebração temática “Parintins, Terra Encantada”. O momento apresenta a ilha como um lugar cercado por mistérios, crenças e narrativas transmitidas entre gerações.
O boi vermelho e branco apresenta uma alegoria em referência à lenda da grande Sucuri, considerada guardiã das águas e dos encantados. O espetáculo também destaca contribuições de diferentes povos indígenas ligados à formação cultural da região.
Na sequência, o Garantido apresenta a lenda amazônica “Templo do Sol”. Inspirado na tradição Konduri, o quadro reconta a história de Kwaracy, o Sol em forma humana, e sua relação com os habitantes da floresta.
A narrativa mostra a construção de um templo guiado por Yacy, a Lua, e valoriza ensinamentos ligados ao respeito pela natureza, pelos rios e pelos territórios amazônicos.
Outro momento da noite é a figura típica regional “Festeiro de Santo”. A apresentação homenageia as manifestações de fé popular presentes nas comunidades amazônicas, marcadas por procissões, promessas, rezas e celebrações religiosas.
O quadro também presta homenagem ao poeta Lindolfo Monteverde, criador do Boi Garantido, e à tradição dos festeiros que mantêm viva a devoção aos santos populares na região.
O encerramento fica por conta do ritual indígena “A Travessia das Cinzas”. Inspirado nos costumes funerários da civilização Konduri, o espetáculo retrata a jornada espiritual conduzida pelo pajé e a relação entre o mundo dos vivos e dos encantados.
*Com informações do G1 Amazonas
Oferecimento:

WhatsApp