Festival de Parintins
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Boi Caprichoso apresenta o Manto Tupinambá durante coletiva de imprensa do projeto ‘É Tempo de Retomada’
Texto: Alexandre Pequeno | Foto: Raine Luiz

Bumbá batalha por um tetracampeonato inédito no festival
Com a presença do Manto Tupinambá, o Boi Caprichoso apresentou seu projeto de arena 2025 durante coletiva de imprensa realizada na noite desta quarta-feira, 26 de junho, na Escola de Artes Irmão Miguel de Pascale, em Parintins (a 369 quilômetros de Manaus).
A apresentação do roteiro que irá nortear as apresentações do bumbá no 58º Festival Folclórico de Parintins, foi realizada pelo Conselho de Artes e contou com a presença de membros da diretoria, itens individuais, além de lideranças indígenas como Yakuy Tupinambá e a escritora Trudruá Dorrico, da obra “Tempo de Retomada”
“Nossa inspiração para o projeto é tudo que nós já estamos fazendo nos últimos anos, retomando nossos signos, territórios, espaços, o Urubuzal, o Esconde retomando pessoas, nossas convicções”, afirma Ericky Nakanome, presidente do Conselho de Artes do Caprichoso.

1ª noite – Amypaguana: Retomada pelas lutas
A primeira noite de apresentações do Caprichoso exalta as batalhas dos povos que sofreram com a impiedosa colonização, marcando uma história de dor, resistência e luta.
A noite será aberta com a lenda amazônica “Yurupari: Da demonização à retomada indígena” sobre a divindade demonizada pelos colonizadores. Em seguida, a celebração “Amyipaguana – revolução Maracá” dá voz a vários povos indígenas para o despertar do tempo da retomada em defesa do Bem-Viver.
Como Figura Típica Regional, Caprichoso trará “Majés, as senhoras da cura” homenageando mulheres detentoras da cura sagrada.
Encerrando a noite, Caprichoso apresenta “Ritual Tupinambá: a retomada da verdade originária”

Ensaio técnico (Foto: Jhonny Lima/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa)
2ª noite – Kizomba: A retomada da tradição
Nesta noite, a presença negra da ancestralidade irá nortear a apresentação. A noite será iniciada com a Figura Típica Regional “Manrandoeiros e Marandoeiras da Amazônia”, exaltando os contadores de histórias tradicionais.
A lenda amazônica apresentada na noite será “Sacaca Merandolino: o encantador de Arapiuns”, que conta a história do famoso sacaca que dá nome à lenda.
Encerrando a noite, o ritual “Musudi Munduruku”, trabalha a retomada dos espíritos Munduruku, como forma de resistência na floresta.
3ª noite – Kaá-eté: a retomada pela vida
Em sua última noite, o Caprichoso inicia com a lenda amazônica “Waurãga e os Wauã-Kãkãnemas” sobre a guardiã das matas e florestas.
A Figura Típica Regional “O Seringueiro da Amazônia”, exalta os seringueiros como defensores da floresta como Chico Mendes, contando com a presença de sua filha, Ângela Mendes.
Encerrando suas apresentações, o ritual indígena “Ritual de cura Yawanawá” mostra um rito realizado pelo povo, narrado Thiago Yawanawá, por meio da toada que ilustra a apresentação: Êxtase Yawanawá.
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