Festival de Parintins
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Boi Caprichoso exalta a retomada das lutas indígenas ao encerrar primeira noite do 58º Festival Folclórico de Parintins
✍🏽 Alexandre Pequeno | 📸 Raine Luiz

Bumbá traz o tema “É tempo de retomada”
Em noite de exaltação às lutas das causas indígenas, o Boi Caprichoso encerrou a primeira noite de apresentações no 58º Festival Folclórico de Parintins, na noite desta sexta-feira (27/06), no Bumbódromo de Parintins. “É tempo de retomada” é o tema a ser defendido durante as três noites de apresentações.
O bumbá iniciou as apresentações dos céus, sendo trazido por meio de uma grande arara azul. O módulo trouxe apresentador, Edmundo Oran e o levantador de toadas, Patrick Araújo.
A apresentação foi iniciada por meio da lenda amazônica “Yurupari: Da demonização à retomada indígena” sobre a divindade demonizada pelos colonizadores. Representando a divindade Ceuci, mãe de Yurupari, surgiu a Cunhã-Poranga, Marciele Albuquerque.
Homenageando mulheres detentoras da cura sagrada, Caprichoso traz a Figura Típica Regional “Majés, senhoras da cura”, trazendo como destaque a Rainha do Folclore, Cleise Simas e a Sinhazinha da Fazenda, Valentina Cid.
Módulos gigantes
Apostando na grandiosidade dos módulos alegóricos para conduzir itens como: Povos Indígenas e Coreografia, o Boi Caprichoso trouxe celebração indígena “Amyipaguana – revolução Maracá”, com um módulo representando uma mulher indígena com um grande pássaro nas costas. O módulo revelou as Morubixabas do Caprichoso, item Tuxauas.

Em outro momento marcante, uma onça gigante foi a figura central da coreografia “Mothokari”, que faz alusão ao rito de transcendência Yanomami. Do módulo, surgiu a Porta Estandarte, Marcela Marialva.
Celebração indígena
Encerrando as apresentações da primeira noite, Boi Caprichoso trouxe o “Ritual Tupinambá: a retomada da verdade originária”, que trouxe a líder indígena Yakuy Tupinambá propondo um novo olhar ao ritual já apresentado pelo Boi Caprichoso em 2017.
Desta vez, fez-se presente o Manto Tupinambá, importante artefato cultural e espiritual para os Tupinambá, simbolizando a conexão com a natureza, a espiritualidade e a identidade cultural do povo. Da gigante alegoria, surgiu o Pajé, Erick Beltrão, benzendo a torcida azulada, que busca, pela primeira vez, o tetracampeonato.
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