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Em noite de celebração dos povos da floresta, Boi Garantido abre o 58º Festival Folclórico de Parintins

✍🏽 Alexandre Pequeno | 📸 Raine Luiz

 

Bumbá traz o tema “Boi do Povo, Boi do Povão”

Exaltando os povos da floresta, o Boi Garantido abriu as apresentações do 58º Festival Folclórico de Parintins, na noite desta sexta-feira (27/06), no Bumbódromo de Parintins. “Boi do Povo, Boi do Povão” é o tema a ser defendido durante as três noites de apresentações.

O bumbá iniciou a apresentação com a grande celebração “Somos os Povos da Floresta”, que dá nome ao tema da noite e homenageia grandes ícones das lutas ambientais como Chico Mendes, Tuíre Kayapó e a jovem Txai. Da alegoria, surgiu o próprio Boi Garantido, conduzido por uma cobra grande, além da Porta-Estandarte, Jeveny Mendonça e a Sinhazinha, Valentina Coimbra.

A imponente lenda amazônica Tapyra’yawara trouxe em seu ventre a Cunhã-Poranga, Isabelle Nogueira.

Negritude da Amazônia

Em manifesto sobre a negritude da Amazônia, Boi Garantido trouxe a Figura Típica Regional “Povo Negro da Amazônia”, retratando o Quilombo da Baixa da Xanda, reconhecido pela Fundação Cultural Palmares, vinculada ao Ministério da Cultura.

A alegoria trouxe a Rainha do Folclore, Livia Christina, representando várias manifestações culturais brasileiras.

Defesa dos povos da floresta

A noite do Garantido também trouxe grandes momentos de defesa dos povos indígenas. Um verso do Amo do Boi, João Paulo Faria, trouxe Chico Rubens Paiva, filho de Eunice Paiva, cuja militância foi fundamental para garantir os direitos e a proteção das terras dos povos indígenas no Brasil.

Em momento que antecedeu a apresentação dos Tuxauas, Boi Garantido trouxe Valdelice Tupinambá, liderança do povo Tupinambá de Olivença para celebrar o Manto Tupinambá Sagrado, peça ancestral com mais de 300 anos anos, que atualmente se encontra no Museu Nacional, no Rio de Janeiro.

A apresentação do Boi Garantido encerrou com o ritual “Moyngo, a iniciação Maragareum”, sobre o rito de iniciação do povo Ikpeng. Da alegoria, surgiu o Pajé Adriano Paketá para evoluir ao som da clássica “A Mística do Pajé”.

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