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Curta-metragem “Falam Por Aí”, uma reflexão sobre identidade e resistência em Ariquemes

Por Mayssa Ludmila*| Fotos: Jackson Fatel |

O diretor e roteirista Jackson Fatel divulga seu mais novo curta-metragem, “Falam Por Aí”, que está em  pré-produção e preparação do elenco. A obra propõe uma discussão sensível e necessária sobre preconceito, identidade e resistência no ambiente de trabalho.

Produzido por Jheff Soares e realizado pela Transcendental Filmes, o curta quer transportar o espectador para o final dos anos 1980, acompanhando a trajetória de Heitor e Xavier, interpretados por Elbert Merlim e Isaias Sorack.

O enredo se desenrola dentro de um departamento de saneamento básico, onde os protagonistas, um casal de amigos inter-raciais, constroem um laço de amizade e cumplicidade. No entanto, a relação entre eles desperta reações hostis de colegas conservadores, representados pelos personagens Lúcia, Marlene e Roberto, trazendo à tona as tensões sociais e o preconceito velado da época.

Referências e impacto social

Inspirado nos filmes do cineasta norte-americano Spike Lee e no conto Aqueles dois, de *Caio Fernando Abreu, “Falam Por Aí” utiliza elementos visuais e musicais para reconstruir a atmosfera de época, ressaltando o protagonismo negro e LGBTQIAPN+ no audiovisual.

A fotografia assinada por Caio Nobre e a direção de arte de Jackson Fatel contribuem para a ambientação da narrativa, resgatando um período histórico marcado por transformações sociais e culturais no Brasil.

A proposta do curta-metragem vai além da denúncia do preconceito: busca subverter narrativas convencionais e destacar a potência da resistência e da construção de afetos.

“A produção tem como objetivo romper com preconceito e discriminação recorrentes ainda hoje em ambientes de trabalho, dando ênfase a resistência e a construção de afeto e respeito a diversidade”, afirma Jackson Fatel.

Com uma equipe diversa e engajada, o curta conta com talentos como Michele Garcia (assistente de produção), Allan Oliveira (técnico de som), Patrick Ferreira (designer), Jheff Soares (editor), Francisco Leílson (comunicação) e a dupla Mayssa Ludmila e Débora Felber (maquiagem e figurino).

Jackson Fatel ressalta que fazer cinema no interior de Rondônia é desafiador devido a falta de estrutura, equipamentos e mão de obra qualificada.

“Além disso, quase não existem espaços dedicados à exibição e formação cinematográfica, o que torna tudo ainda mais desafiador, outro grande problema é a distribuição. O circuito de exibição é bem limitado, e as grandes plataformas e festivais raramente olham para produções de regiões periféricas”.

O diretor também destaca a importância da Lei Paulo Gustavo. “A Paulo Gustavo, e o trabalho de coletivos locais vêm ajudando a fortalecer a identidade cultural da região. Aos poucos, a produção audiovisual independente está ganhando espaço e mostrando que há muitas histórias potentes para serem contadas”, finaliza Jackson.

*Do Projeto Jovens Comunicadores de Ariquemes

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