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Iranduba conta com novo Fórum de Justiça; conheça

Foto: Divulgação/Tjam

 

Com estrutura moderna e sustentável, o novo prédio amplia a capacidade de atendimento à população e marca a concretização de um sonho iniciado em 2022, durante o lançamento da pedra fundamental.

“Eu comecei a trabalhar em 1990, quando a Comarca de Iranduba foi instalada. Era apenas uma salinha, bem pequena, com uma máquina de escrever, pois os processos eram físicos (todos ainda em papel) e tudo tinha que ser datilografado. Lembro que começamos com apenas três processos judiciais. Hoje ganhamos essa nova estrutura, novos equipamentos, tecnologia, um ambiente moderno e amplo. Estou muito feliz por estar aqui e acompanhando essa mudança”, contou Marisa Taveira, a primeira servidora da Comarca de Iranduba e que está até hoje em atividade, atuando na 1.ª Vara.

Ela, junto com outros servidores, juízes – atuais e os que já foram titulares das duas unidades judiciais de Iranduba -, além de desembargadores e diversas autoridades do Sistema de Justiça e do Município, acompanharam, no dia 23 de outubro de 2025, a inauguração das novas instalações do Fórum de Justiça da Comarca, que recebeu o nome do desembargador Jerônimo Jesuíno Raposo da Câmara.

Durante a cerimônia, realizada no final da manhã, o presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), desembargador Jomar Fernandes, destacou que o novo fórum é um marco não apenas para Iranduba, mas para o Poder Judiciário do Estado. Em seu discurso, contou que teve a privilégio de trabalhar com o desembargador Jerônimo, já falecido, e que ele era conhecido por suas decisões humanistas. “Fui seu assessor jurídico e com ele aprendi lições que me inspiraram e me inspiram até hoje. É uma homenagem justíssima por tudo o que representa e também por sua trajetória no Judiciário amazonense”, declarou Fernandes, acrescentando que até o final de 2026, a gestão pretende entregar 12 Fóruns de Justiça, no interior.

Novo espaço

O novo Fórum de Justiça “Desembargador Jerônimo Jesuíno Raposo da Câmara”, na Comarca de Iranduba, a 25 quilômetros da capital, tem 1.100 m² de área construída, com capacidade para abrigar quatro unidades judiciais, salas designadas ao Tribunal do Júri, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AM), Defensoria Pública (DPE/AM), Ministério Público do Estado (MPAM) e oficiais de Justiça, além de secretarias, recepção, área de carceragem e espaços funcionais que priorizam o atendimento humanizado ao público.

O novo prédio foi construído com base nas diretrizes de sustentabilidade e acessibilidade, utilizando materiais de baixo custo de manutenção e soluções ecológicas, conforme explicado pelo secretário de Infraestrutura do TJAM, arquiteto e urbanista Rommel Akel.

O desembargador Jerônimo Jesuíno Raposo da Câmara foi presidente do TJAM no biênio 1987-1988. Ingressou no Tribunal em 1940 e, ao longo de cinco décadas de serviço público, atuou como promotor de Justiça, juiz de Direito e desembargador, exerceu ainda os cargos de corregedor-geral de Justiça (1981-1985) e de vice-presidente do Tribunal (1985-1986). A cerimônia contou com a presença de diversas autoridades, entre eles desembargadores do TJAM, da Prefeitura e Câmara Municipal, além de representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, OAB, servidores e membros da comunidade local.

Juízes

O juiz Saulo Góes Pinto, titular da 2ª Vara de Iranduba e diretor do novo Fórum de Justiça, lembrou que o município vem passando por grandes transformações, com forte expansão territorial, muitos novos empreendimentos e diversas situações que exigem uma melhor estrutura do Poder Judiciário local e que as novas instalações trazem uma resposta concreta a esse momento de Iranduba. “Este novo fórum é a concretização de um sonho de todos que fazem parte da Justiça de Iranduba. Aqui, teremos melhores condições de trabalho e de atendimento, o que refletirá também na qualidade da prestação jurisdicional. É uma conquista que traz orgulho a nós todos”, ressaltou o magistrado.

A juíza Aline Kelly Marcovicz Lins, que já atuou na Comarca de Iranduba e foi diretora do antigo fórum, disse que se sentiu emocionada por voltar e acompanhar esse novo momento do Judiciário no município. “Antes, por exemplo, não tínhamos uma sala para realizar as sessões do Júri e recorríamos ao espaço da Câmara Municipal para isso; agora há um local mais adequado ao trabalho de cada servidor e magistrado, um espaço melhor para atender a população”, acrescentou.

 

 

*Com informações de assessoria 

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