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Boi Caprichoso clama pela cura da Terra em última noite de apresentação

✍🏽 Alexandre Pequeno
📸 Raine Luiz

 

Bumbá conclui projeto de arena ‘É Tempo de Retomada’

Em noite de clamor pela Terra, o Boi Caprichoso abriu a última noite do 58º Festival Folclórico de Parintins, neste domingo (29/06), no Bumbódromo de Parintins. O espetáculo conclui a temática “É tempo de retomada”, defendida pelo bumbá em 2025.

Com o subtema “Kaá-eté: a retomada pela vida”, o bumbá abriu a apresentação com a Lenda Amazônica “Waurãga e os Wauã-Kãkãnemas” sobre a guardiã das matas e florestas segundo o povo Maraguá. Representando a divindade, a Cunhã-Poranga, Marciele Albuquerque fez sua evolução.

Em momento de celebração indígena, o Levantador de Toadas, Patrick Araújo, interpretou a emocionante “Brasil, Terra Indígena”, concorrendo ao item Toada, Letra e Música e Povos Indígenas.

Luta dos povos da floresta

Colocando a figura do seringueiro como defensor das matas, o Boi Caprichoso homenageia Chico Mendes, seringueiro, sindicalista e ativista político brasileiro que lutou pela preservação da Floresta Amazônica.

Em alegoria gigante, o item Figura Típica Regional ergueu um boneco representando Chico aos céus do Bumbódromo de Parintins, fazendo surgir a Porta-Estandarte, Marcela Marialva. O momento também contou com a presença da filha de Chico, Ângela Mendes.

Finalizando sua última noite de apresentação, o Boi Caprichoso trouxe o ritual indígena “Ritual de cura Yawanawá” rito realizado pelo povo, encenando a toada de Thiago Yawanawá.

Com a galera vibrante até o final da apresentação, Boi Caprichoso encerrou sua apresentação de forma tranquila com 2h29 minutos com sede de trazer, pelo 4º ano seguido, o título de campeão do festival para o Curral Zeca Xibelão.

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