História
Conheça a história de Itapiranga: origem, emancipação e tradição religiosa
Da Redação | Fotos: Cadismo Produções

Localizado na região do Médio Amazonas, o município de Itapiranga reúne uma trajetória marcada pela presença indígena, pela ocupação colonial, por mudanças administrativas e por manifestações religiosas que passaram a integrar a identidade local.
Segundo a Prefeitura de Itapiranga, o nome do município tem origem tupi e significa “pedra vermelha”, em referência à coloração característica de rochas encontradas na região. O Portal Amazônia também registra que a denominação resulta da junção dos termos indígenas itá, que significa pedra, e pyranga, vermelha.
A história de Itapiranga está diretamente relacionada à de Silves. De acordo com o Portal Amazônia, as duas localidades chegaram a integrar uma mesma unidade administrativa e se alternaram como sede municipal em diferentes períodos.
O povoamento da região tem como um de seus principais marcos a fundação da Missão do Saracá, em 1660, por Frei Raimundo, da Ordem das Mercês. Segundo o Portal Amazônia, os povos Caboquenas, Buruburus e Guanavenas habitavam a região naquele período. Em 1663 ocorreram confrontos entre colonizadores portugueses e indígenas nas proximidades do rio Urubu, em meio ao processo de ocupação colonial da região.
Mudanças administrativas marcaram formação de Itapiranga
Ao longo dos séculos, o território passou por diferentes reorganizações administrativas. Registros históricos indicam que a antiga aldeia de Saracá foi elevada à categoria de vila em 1759, passando a receber o nome de Silves.
A documentação histórica também registra que, em 25 de março de 1922, a sede municipal foi transferida para Itapiranga, que passou à condição de vila. Posteriormente, outras mudanças alteraram novamente a organização territorial da região.
Em 31 de março de 1938, o município passou a contar com os distritos de Itapiranga e Silves, segundo registros históricos sobre a formação administrativa local.
Já a Prefeitura de Itapiranga informa que o município foi oficialmente fundado em 2 de dezembro de 1955, após sua emancipação política de Silves. Para a administração municipal, essa data marca o início de uma nova fase de organização administrativa e fortalecimento da identidade local.
De acordo com o Portal Amazônia, a Lei Estadual nº 117, de 29 de dezembro de 1956, desmembrou de Itapiranga o distrito de Silves, que voltou a ser elevado à categoria de município. A divisão territorial registrada em 1º de julho de 1960 passou a apresentar Itapiranga constituída apenas pelo distrito-sede.
Agricultura, pesca e extrativismo integram identidade local
Segundo a Prefeitura de Itapiranga, a ocupação do território ocorreu ao longo do período colonial, principalmente às margens dos rios Urubu e Amazonas, com a presença de missionários, viajantes e migrantes atraídos pelos recursos naturais da região. Com o passar do tempo, a localidade se desenvolveu como ponto de atividades ligadas ao comércio, à pesca e à agricultura de subsistência.
A Prefeitura destaca ainda que a economia e a identidade cultural de Itapiranga mantêm relações com a agricultura familiar, o extrativismo e o artesanato regional, além da valorização das tradições indígenas e caboclas.
Turismo religioso integra história recente do município
Além da formação histórica e das tradições amazônicas, Itapiranga também é associada ao turismo religioso.
De acordo com o Portal Amazônia, fiéis católicos relatam que, em 2 de maio de 1994, teriam ocorrido no município aparições de Nossa Senhora do Rosário e da Paz a Edson Glauber e à mãe dele, Maria do Carmo. A informação é apresentada como relato de fiéis, e não como fato histórico comprovado.
A Amazonastur também apresenta Itapiranga como município relacionado ao turismo religioso e registra a mesma tradição sobre as supostas aparições ocorridas em 1994.
A partir dessa tradição religiosa, o município passou a receber visitantes interessados em peregrinações e manifestações de fé, ampliando a presença do turismo religioso entre as características associadas a Itapiranga.
Da antiga relação administrativa com Silves à consolidação como município, Itapiranga preserva uma trajetória marcada por diferentes períodos da história do Amazonas. Segundo a Prefeitura, a valorização das origens indígenas e caboclas, das atividades tradicionais e da memória local permanece como parte da identidade do município.
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