Festival de Parintins
Cantando seu chão, Boi Caprichoso se consagra campeão do 59º Festival de Parintins
Foto: Gabi Vitim/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa

O troféu de campeão do Festival de Parintins voltou para o Curral Zeca Xibelão, em Parintins (a 369 quilômetros de Manaus). O Boi Caprichoso foi consagrado campeão do 59º Festival de Parintins durante apuração realizada na tarde desta segunda-feira (29/06). A diferença foi de 0,7 décimos à frente do Boi Garantido.
“É um momento especial a todos da nação azul e branca, da família azul e branca. Foi muito trabalho, muita pressão, muita dedicação. A entrega foi muito especial, quero agradecer a todos os conselheiros de arte em nome do presidente Ericky Nakanome. O Caprichoso mereceu esse título, fizemos um boi preparado para o julgamento e, mesmo não tirando dez em todas as notas possíveis, conseguimos assegurar o título com aquilo que nos propusemos apresentar”, disse o presidente do Boi Caprichoso, Rossy Amoedo.
Apos a entrega do troféu de campeão do festival, a galera azul e branca seguiu rumo ao Curral Zeca Xibelão, onde grande festa foi preparada para a nação.

Brinquedo que Canta seu Chão
O Boi Caprichoso iniciou sua trajetória nesta edição do festival exaltando o chão de origem como território de memória, ancestralidade e pertencimento. A abertura destacou a figura típica “O Brincador de Boi-Bumbá de Parintins”, seguida pela lenda “Cobra Grande – a Deusa da Encantaria”, que representa a força mística da ilha, e pelo Ritual de Iniciação Wat’amã, inspirado no rito de passagem do povo Sateré-Mawé.
Na segunda noite, o bumbá celebrou a Amazônia como território vivo e ancestral, reforçando a conexão entre os povos, a floresta e a espiritualidade. A apresentação trouxe a lenda “Curupira – o Guardião da Vida”, a figura típica “Os Pescadores e Pescadoras da Amazônia”, valorizando os trabalhadores das águas, e encerrou com o ritual Asurini Maraká, que destacou a harmonia entre seres humanos, natureza e mundo espiritual.
No encerramento do festival, o Caprichoso ampliou seu canto para todo o Norte do Brasil, exaltando a resistência, a identidade e os laços culturais da região. A última noite reuniu a lenda “Nhaçã Hekã – Macacos Comedores de Gente”, a figura típica “As Farinheiras da Amazônia”, em homenagem às guardiãs dos saberes tradicionais, e o Ritual de Iniciação Xamânica Xikrin Mẽbêngôkre, que retratou a formação do xamã e sua jornada de transformação espiritual.
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