
Família de Miranda Pantoja: Gerações marcadas pelo Boi Caprichoso
Por Vanessa Santos* |
Fotos: Vanessa Santos |
Que todos os moradores são envolvidos com o Festival Folclórico de Parintins não é novidade, mas existem famílias tradicionais da ilha que passam a paixão pelo seu boi de geração em geração. Esse é o caso da Família Miranda Pantoja, que passa o amor pelo boi Caprichoso de mãe para filho.
Valdenice Miranda, a matriarca da família, conta sobre como começou a torcer por seu boi “Comecei a sentir um amor inexplicável pelo boi caprichoso aos 10 anos de idade quando eu vi o boi caprichoso, lembro que foi como se eu tivesse um amor que não tinha sentido antes mais ai eu encontrei ,encontrei a coisa mais precioso para mim que e o boi caprichoso”, explica Valdenice.
Apesar da pouca idade, frequentava o barracão que na época, tenha apenas uma cobertura de palha. “Hoje eu vendo o meu boi mais lindo do que antes e uma felicidade sem igual vendo as suas itens completamente uma mais linda do que a outra”, conta a torcedora.
Sobre as dificuldades que já presenciou, Valdenice lembra que na pandemia, quando não houve o festival, foi um período bastante triste em sua vida. ” Quando soube da notícia que ia poder ver meu touro negro novamente, meu coração explodiu de amor, sabendo que eu iria ver meu boi entrar novamente na Arena”, completa a Parintinense.
Os filhos da Dona Valdenice, também compartilham o amor pelo menos boi, a Valdineia, filha da senhora, conta que antes só via o festival pela tv, mas tudo mudou quando pôde ver o seu boi pela primeira vez ao vivo e a cores. Já o Paulo Henrique, participou da escolinha de artes e se apaixonou pela marujada de guerra oficial, com apenas 14 anos. “A primeira vez que eu toquei, nunca senti uma emoção tão forte, eu me senti todo arrepiado, muito feliz e não acreditei no que estava acontecendo”, emocionado ele conta sobre essa oportunidade.
*Do Projeto Jovens Comunicadores de Parintins
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