
Boi Caprichoso apresenta projeto de arena 2023 com a presença de Alessandra Munduruku
Por Alexandre Pequeno |
Fotos: Raine Luiz |
O projeto “O Brado do Povo Guerreiro” foi contado durante evento ocorrido no Curral Zeca Xibelão, nesta quinta-feira (29). A coletiva de imprensa contou com a presença da indígena Alessandra Munduruku, vencedora do Prêmio Goldman 2023.
Além de Alessandra, estiveram presentes no evento: os itens individuais do bumbá, os membros da diretoria, o presidente Jender Lobato e o diretor-presidente da Maná Produções e Eventos, André Guimarães.
Em sua fala, Alessandra Munduruku deu o tom da apresentação que o Caprichoso fará em 2023: “Não vamos nos calar. Não vamos baixar a cabeça para os não-indígenas. Estou aqui com esse Boi, com esse povo aguerrido que está falando de tantos povos indígenas”, disse Alessandra.
1ª noite: “Ancestralidade: a semente das nossas lutas”
De acordo com Ericky Nakanome, presidente do Conselho de Artes, a primeira noite mostra a as raizes ancestrais do bumbá.
“O Boi Caprichoso mergulha nas suas raízes ancestrais e se afirma como síntese das lutas, alegrias e esperanças do povo da Francesa, do Palmares, do Esconde, Cordovil e do Aninga, do aqui e do acolá”, declara Ericky.
Nesta noite, o bumbá apresentará como figura típica regional as tradicionais “suraras do Tapajós”, mulheres que herdaram das lutas de resistência dos povos indígenas e africanos a capacidade de lutar por uma causa.
2ª noite: “Resistência: a força da nossa existência”
A segunda noite de Caprichoso personifica pessoas e movimentos que forma perseguidos em sua história, tal qual o bumbá.
“O ecoar dessas vozes, personificadas na brincadeira do Boi Caprichoso, junta-se a outros brados de resistência, como a Cabanagem, talvez o maior movimento popular da história do Brasil; a luta pela demarcação dos direitos e dos quilombos amazônicos, representados aqui pelo Quilombo Urbano de São Benedito; o brado sagrado de Hutukara, o primeiro céu dos Yanomami, que Omama assentou na Amazônia, e outros”, completa Nakanome.
3ª noite: “Revolução: a consagração pelo saber popular”
Em sua terceira e última noite em busca do bicampeonato, o Caprichoso brada o próprio povo brasileiro, em suas diversas manifestações culturais.
“Nessa noite nós queremos falar dessa semente que germinou, que cresceu, que fortaleceu e hoje que dá frutos, somando com outras festas. É uma noite que nós vamos celebrar a força da arte do parintinense, nascida desse saber de povo”, finaliza Ericky.
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