
‘Perreché’ do lado vermelho da ilha: conheça Adailson Barroso, torcedor do Boi Garantido
Por Erick Silva* |
Fotos: Erick Silva |
A brincadeira de infância se tornou um amor de gente grande. Durante as idas ao estádio de Parintins, acompanhado dos tios torcedores do Sulamérica, o menino trocou o uniforme do time por uma camisa vermelha em homenagem ao Garantido. Daí em diante, são décadas de amor e compromisso com a nação vermelha e branca.
Assim como muitas famílias parintinenses, a de Barroso não seria diferente. A tradição bate forte quando se refere ao amor pelo Boi.
“A gente que nasce em Parintins, que convive diariamente com essa tradição, tudo é especial. Bateu o tambor do Garantido, vem o jaraqui. O Caboclo Perreché é envolvido pela cultura alimentar. Ser torcedor do Garantido é comer o tucumã. Toda essa gama de conhecimento que a gente tem é graças ao amor pelo nosso Boi’’, disse Adailson.
O Garantido é o resultado das outras gerações
O torcedor apaixonado, vindo da baixa de São José, conta que a trajetória do boi de pano é a evolução dos antepassados.
“Quando alguém me pergunta sobre o Garantido, eu não falo apenas do presente, mas também do que já foi um dia, que alguém me contou ou que eu li em literaturas da nossa cultura”, completou.
Além das histórias contadas por amigos e familiares através dos tempos, um outro fator que cativou Adilson a buscar saber mais sobre o Garantido, foi a idolatria por um dos maiores apresentadores da história do boi vermelho.
“Eu, como torcedor apaixonado pelo vermelho e branco, tenho o Paulinho Farias, ex-apresentador do Garantido, como referência. Hoje meu coração se sente incompleto de não ter a presença dele entre nós”, ressaltou.
E como todo fã das toadas clássicas do Garantido, Adilson não esconde a preferência por uma em específico,
“De tantas favoritas, a flor mais bonita da região, a ‘Rosa Vermelha’, música que é sinônimo de garantido e que emociona nossos corações”, respondeu.
E quando o assunto é saudade, Adilson não esconde a emoção ao relembrar uma época em que a paixão pelo Garantido era sentida e vivida de uma forma diferente.
“Das muitas lembranças que eu tenho do Garantido, a que mais me marcou é de quando eu ia ver o meu boi no estádio Tupy Cantanhede, na época, apresentado em um tablado. E, quando as coisas não davam certo na hora, os apresentadores faziam com que nada ofuscasse o brilho do espetáculo, com a ajuda da torcida. Dificilmente os jurados percebiam que ali acontecia uma falha. A emoção, o bater do tambor… Ah, sou Garantido até morrer”, finalizou.
*Do projeto Jovens Comunicadores de Parintins
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