
Boi Garantido homenageia todos os povos e identidades em sua segunda noite
Por Alexandre Pequeno |
Fotos: Raine Luiz |
O espetáculo “Eu sou porque nós somos”, foi responsável por guiar a apresentação do Boi Garantido na noite deste sábado (1º), que teve como fio condutor os trabalhadores (as), LGBTQIAPN+, negros (as), mestiços (as), indígenas, mulheres, caboclos (as) e ribeirinhos (as).
A lenda amazônica “Kanarott, o espírito da floresta” iniciou o espetáculo da noite. A lenda buscou refletir o poder de resistência dos povos Ikpeng ao contato com os invasores brancos. Da alegoria, a Cunhã Poranga Isabelle Nogueira fez sua evolução.
Em seguida, os Povos Indígenas apresentaram-se com a participação do pajé Adriano Paketá. A performance precedeu a presença dos Tuxauas.
O momento “Ubuntu: celebração das humanidades” demonstrou o acolhimento que a Amazônia teve com diversos povos, gêneros e nacionalidades. Ao som de “Humana Amazônia”, a Porta Estandarte, Livia Christina surge para defender surge representando a comunidade LGBTQIAPN+. Na mesma alegoria, Boi Garantido entra em cena para o delírio da galera vermelha.
Por meio da toada “O futuro dirá”, Garantido fez uma homenagem ao povo Yanomami em performance dos Povos Indígenas, com a presença de Isabelle Nogueira e Adriano Paketá.
Após o ato, Edilene Tavares surgiu sobre uma cobra para evoluir ao som da toada “Realeza Popular”.
Num momento histórico na Arena, o amo do boi JP Faria dividiu um verso com a eterna “rosa vermelha”, a cantora a Márcia Siqueira. Ainda na arena, Márcia dividiu a cena com o levantador Sebastião Jr. em “Toada, Letra e Música”, com a canção “Rosas Vermelhas”.
A Figura Típica Regional da noite, “Caboclas do Barro”, homenageou as mulheres que dominam a étnica da artesania, moldando diversos utensílios. Da alegoria, surgiu Valentina Coimbra, Sinhazinha da Fazenda do bumbá.
O último ato do bumbá, trouxe a maior alegoria da noite vermelha. “Odoshas”, Ritual Indígena atingiu 20 metros de altura e mostrou um rito de nominação e preparação de um membro do povo Ye’koana para enfrentar o mundo de destruição e preparar novos morubixabas. Durante a apresentação, parte da alegoria despencou, assustando os presentes, porém não houve feridos maiores danos. Da alegoria, o pajé Adriano Paketá fez sua evolução.
O bumbá encerrou a apresentação dentro do tempo máximo estipulado, 2 horas e 29 minutos.
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